“Povo de Israel, faz muito tempo que você rejeitou a minha autoridade. Você não quis me obedecer nem me adorar. [...]” Jeremias 2:20
Passeando por Jeremias deparei com essa exortação à obediência e à adoração que o Senhor fez ao seu povo, e vi o quanto essa passagem é extensiva a nós. Afinal, assim como os israelitas, nós deixamos, muitas vezes, outras motivações ocuparem o lugar que deveria ser de Deus. Pensamos muitas vezes que é preciso estar diante de uma imagem de escultura para estar idolatrando outro ser. “Ah, fulano é idólatra, beltrano também…”, mas esquecemos que a idolatria vai muito além de se prostrar fisicamente diante de algo, pois qualquer coisa que ocupe o lugar de Deus na sua vida – família, amigos, companheiro(a), artista… – é fruto de idolatria e está no mesmo nível de se curvar diante de uma escultura.
Desobediência. Essa é a palavra certa para quem pratica tal ato, afinal o Senhor nos deu como mandamento adorar somente a Ele, ninguém mais que Ele (Êx. 20:3). O problema está muitas vezes ligado a uma falta de noção do que representa a adoração na vida de um cristão, qual o papel de tudo isso em nós, na nossa caminhada. Vemos os “chamadores de bênçãos” cantando “Eu quero minha bênção!”, “Minha vitória já chegou, eu declaro isso!”, mas quando esses chegam em suas casas, no recôndito do lar, envergonham o nome de Cristo, o Espírito Santo, e fazem de tudo para não estar no centro da vontade de Deus. O povo de Israel estava agindo assim, queria a bênção mas não o abençoador: “[...] No entanto, em tempos de dificuldade, vocês vêm me pedir que os salve.” (20:27b).
“Eu o plantei como uma parreira escolhida, uma muda de melhor qualidade. Mas veja o que você é agora! É uma parreira estragada, que não presta mais.” (2:21). É justamente contra isto que devemos lutar: o nosso desgaste. De início éramos uma muda de alta qualidade, mas veja quem somos nós hoje, reflita consigo mesmo, “quem sou eu hoje?”, “o que eu era quando O aceitei e em que eu me tornei?”, “sou apenas mais um hipócrita ou um adorador nato?”. É a história do “…examine-se pois o homem a si mesmo…” que a Bíblia diz; Deus nos escolheu com amor e carinho e nos tornou aptos a sermos chamados de seus filhos! Quer bênção maior que essa? Até mesmo com uma sentença de morte temos motivos de sobra pra adorar ao Senhor, porque devemos compreender que nada merecíamos, nem mesmo nascer, mas nada podemos fazer se Deus escolheu nos amar e derramar sobre nós sua misericórdia.
Não permita que o que tem sido alvo da adoração que você desviou de Deus te aprisione e não te deixe mais sair. “Mas você diz: ‘Não! Não adianta! Eu me apaixonei por deuses estranhos e vou atrás deles.’” (20:25b). Conhecemos uma pessoa pelas suas motivações. O que te move? Qual a sua inspiração? Será que tem sido difícil tirar 10 minutos do seu dia para um período curto de adoração (e eu não estou falando de adorar na Igreja)? É bom rever tudo aquilo que nos dá pulso pra seguir, pois podemos estar sendo bombeados por algo que está nos levando em um caminho diferente daquilo que realmente queríamos seguir. Não ache que é fácil para o Senhor ver um de seus filhos, que Ele criou, amou e pelo qual se deu, não O adorando, não reconhecendo quem Ele realmente é.
Está na hora de tomarmos nossos postos de verdadeiros adoradores, obedientes, destemidos, que sabem que a adoração a Deus é a chave de uma vida cristã bem sucedida. Não há como não adorar o Deus que se desfigurou e se tornou irreconhecível em Isaías 53 e ao mesmo tempo ressuscitou em Mateus 28. Não há razões para desviar a nossa adoração de Deus a outra pessoa, ninguém faria por nós o que Jesus escolheu fazer na cruz, cruz essa que nos garante salvação e vida eterna. Pense bem, motivos não faltam para adorarmos e sermos eternamente gratos ao Deus que salvou-nos do mal que já não pode mais nos dominar! Esta, sem dúvidas, é a nossa maior bênção!
NEle, que é o único digno de ser venerado,
Tadeu Ribeiro.fonte:http://portaldt.com/
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